Entre Deuses e Monstros - Pag. 07
segunda-feira — outubro 6th, 2008

Entre Deuses e Monstros - Pag. 07

No qual Hércules é devorado pela Hidra de Lerna.

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Nova Hélade por Jean Okada

Nova Hélade por Jean Okada

Essa ilustração acima dos personagens de Nova Hélade (Ajax, Hércules e Teseu) foi feita por Jean Okada, que considero uns dos melhores desenhistas de quadrinhos atualmente. O desenho do cara é foda, não é? =)

E se você também quiser fazer uma ilustração sobre Nova Hélade como Jean e o Denilson fizeram, fique a vontade. Terei o maior prazer de incluir o seu desenho na galeria de Nova Hélade.

E vou aproveitar o post pra me explicar pra galera que está esperando há um bom tempo pelas novas páginas de Nova Hélade. Peço desculpas pela demora em publicá-las. Acontece que, como vocês viram pelos posts anteriores, estou bem ocupado no momento escrevendo o roteiro da Odisséia, e por isso tive que dar um tempo com Nova Hélade. Mas assim que a Odisséia estiver pronta, Nova Hélade continua. =D

Documentário sobre a Grécia Antiga

O único canal que sinto falta desde que cancelei minha assinatura da tv a cabo é o History Channel. Esse canal possui uma programação muito boa, exibindo séries de documentário que não apenas são muito informativas, como também bem divertidas. Lembro que várias vezes gravei esses documentários para exibir em sala de aula na época em que eu ainda dava aula de História.

E para nossa felicidade, muitos desses documentários do History Channel estão disponiveis na Internet, em canais de video como o youtube. Um deles é esse documentário sobre a grécia antiga que pode ser assistido no video acima. Ele aborda de forma resumida a História da grécia desde o século XII a.C. no período micênico até o século IV a.C. no período clássico, evidenciando diversas contribuições dos gregos nos mais variados campos de conhecimento como arquitetura, engenharia, matemática, politica, ciências naturais, historiografia, literatura, astronomia e filosofia (ciência essa, aliás, criada pelos próprios gregos antigos).

Enfim, divirtam-se e aprendam com esse documentário. =)

Esboços dos Personagens da Odisséia

Segue para vocês os primeiros esboços feitos pelo Laudo de alguns dos personagens da Odisséia. Ainda não são os visuais definitivos, alguns deles ainda podem sofrer modificações, mas de todo modo, fica aqui pra vocês darem uma conferida com alguns comentáros meus a respeito.

Odisseu

Esse é Odisseu, o nosso protagonista. O principal epíteto dele é politropos, que não possui uma tradução exata, mas pode ser interpretado como “o de muitas faces”. Odisseu é o herói astuto por excelência, dissimulado, enganador, que sempre vence seus inimigos e obstáculos atavés da esperteza, e nunca pelo combate direto (como Aquiles faz, por exemplo), e é assim que ele dá a vitória da guerra de Tróia aos aqueus, com a artimanha do cavalo de madeira. Não à toa ele é o herói preferido da deusa Atena, cujo domínios de atuação estão atrelados a inteligência, sabedoria, astúcia e táticas militares.

Calipso

Calipso é uma ninfa do mar que possui morada na ilha de Ogígia no qual Odisseu irá naufragar e lá ficará por sete anos, compartilhando da cama da ninfa. Calipso oferece a dádiva da eternidade a Odisseu caso ele escolhesse ficar com ela para sempre, mas o nosso herói escolher retornar para casa. Mas não pense que ele faz isso por saudade de sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco.

Em parte seu objetivo é sim retornar ao lar para junto de sua família e restabelecer a ordem em sua casa, mas a principal motivação de Odisseu em retornar para casa é para não ser esquecido. O mundo relatado por Homero é um mundo pautado pela honra e principalmente, pela glória. E o herói só consegue as duas coisas se os seus feitos são reconhecidos pelos outros, para que sejam cantados pelos aedos e passados pra frente de geração a geração. É desta forma que um herói de fato se eterniza. Por isso Odisseu precisa voltar para casa, para que ele não seja esquecido, e para que seus feitos sejam lembrados e cantados para todo o sempre.

Vocês provavelmente notaram que essa representação da Calipso desenhada pelo Laudo é bem diferente da inconografia clássica dela. Eu tinha visto uma vez num livro, não lembro exatamente qual, um desenho da Calipso que a representava com traço mais africano e não europeu. O Laudo curtiu essa idéia e resolveu adotá-la na sua representação da Calipso, o que para mim, faz todo o sentido, pois o Odisseu em seu retorno para casa está navegando por lugares distantes das terras que os helenos conheciam, então as figuras que ele encontra pelo caminho podem muito bem ter um biotipo bem diferente dos povos europeus, ficando mais próximo dos africanos ou asiáticos (ainda que muito desses locais sejam lugares míticos que não possuem nenhuma corelação com a geografia real do nosso mundo).

Polifemo

O encontro de Odisseu e seu marujos com o cíclope Polifemo é certamente uma das passagens da Odisséia mais conhecida pelas pessoas em geral. E é esse encontro também que vai resultar na cólera de Poseidon contra o nosso herói. Odisseu irá aprender da pior maneira que apesar de ser o homem mais esperto e astuto do mundo, ainda assim não é nada perante ao poder e supremacia dos deuses do Olimpo.

Penélope e Homero

Por fim, temos os esboços de Penélope e Homero. Penélope era tida pelos antigos gregos como o ideal de mulher (e talvez ainda hoje a considerem assim). A esposa de Odisseu, mesmo na ausência de vinte anos do marido, se manteve fiel a ele mesmo sendo cortejada por inúmeros pretendentes. Penélope é colocada na Odisséia em oposição a Clitemnestra, esposa de Agamênon, que além de trair o marido na sua ausência, é cumplíce do assassinato dele pelo amante Orestes.

Quanto a Homero, como eu já disse em outro post, ele fará uma participação especial nessa adaptação em quadrinhos de seu próprio poema épico. Esse desenho do Laudo de Homero captou muito bem o momento em que o aedo é tomado pelo espírito das Musas para cantar os seu poema.

Odisséia em Quadrinhos

Odisseu e as Sereias

Algum de vocês já devem estar sabendo que eu estou roteirizando uma adaptação da Odisséia em quadrinhos que será desenhada pelo Laudo. A minha idéia com este texto então é contar um pouco pra vocês de como está sendo o meu processo de adaptação, quais as pincipais dificuldade que estou encontrando, e como estou fazendo para contorná-las. Mas antes disso, cabe uma pequena introdução a Odisséia.

Devido a seus dois grandes épicos, a Iliada e a Odisséia, Homero é considerado o fundadador da literatura ocidental. Todas as histórias contadas dali em diante no Ocidente (e em menor grau no Oriente) possuem uma influência direta ou indireta dessas duas epopéias. Apenas esse fato já demonstra o valor que existe nesta adaptação da Odisséia em quadrinhos que estamos fazendo.

A forma consagrada da Odisséia que chegou até nós é uma poema épico constituido de 24 cantos e cerca de 12 mil versos em hexâmetro dactílico (métrica tradicional da poesia épica na grécia antiga). Ela foi composta provavelmente no século IX a.C. através de uma cultura oral regida pelos aedos, os assim chamados bardos da época, do qual acredita-se que Homero tenha sido um representante. E por muito tempo a Odisséia, assim como a Iliada, foram transmitidas através de várias gerações de forma oral, sendo que primeira versão escrita desses poemas datam apenas do século VI a.C.

A trama principal da Odisséia relata a longa viagem de volta de Odisseu a seu lar na ilha de Ítaca, após os dez anos da guerra de Tróia (Ílion). No entanto, a viagem de retorno de Odisseu não é fácil, e ele enfrenta uma série de desafios e adversários pelo caminho, cujos mais célebere são; o ciclope Polifemo, o qual é cegado por Odisseu, que atrai deste modo a ira do deus dos mares Poseidon, pai do ciclope; a feiticeira Circe, que transforma alguns do homens de Odisseu em porcos; e as sedutoras sereias que encantam os marinheiros e os afogam no oceano.

Estou tentando escrever um roteiro que respeite o máximo possível a Odisséia, no entanto, não se trata de uma adaptação fiel. E nem teria como, afinal, estamos falando de duas linguagens artísticas totalmente diferentes. Se apenas a tradução de um texto de uma língua para outra já pode ser considerada uma “traição”, imagine então adaptar uma história no formato de poesia épica em grego antigo para o formato de história em quadrinhos em português? Como o que eu estou fazendo é uma adaptação em quadrinhos, então obviamente adaptações devem ser feitas para que a história funcione nessa linguagem.

E a primeira dessas adaptações se refere ao tamanho da história. Infelizmente a editora limitou essa adaptação a apenas 96 páginas, então será impossível transportar toda a trama da Odisséia para essa versão em quadrinhos (para isso, precisaria de no mínimo umas 300 páginas), por isso o roteiro irá se ater apenas a trama principal da viagem de retorno do Odisseu e deixará as diversas tramas paralelas de lado, no máximo citando elas rapidamente quando possível.

Outro elemento que precisará ser adaptado a linguagem dos quadrinhos é o diálogo. Na poesia épica os diálogos costumam ser bem extensos, e com muitos monólogos. Esse formato não funciona bem nos quadrinhos, pois torna a leitura maçante e cansativa, poluindo os quadros com muitos textos que sobrepõe as imagens. Por isso, estou tendo que reduzir os diálogos, tornando-os mais dinâmicos, e suprimindo quase que por completo os monólogos e narrações, pois muito deles podem ter seu conteúdos mostrado através das imagens, o que os torna redundantes (lembremos que quadrinhos é antes de tudo uma história contada por imagens, então se o desenho já mostra, o texto deve ser suprimido).

Outro detalhe é que estou mantendo os nomes dos personagens nas suas versões em grego ao invés das versões latinas, como por exemplo Odisseu (que na versão latina é Ulisses). Apesar dos nomes latinos serem mais conhecidos e populares, essa decissão foi tomada pelo seguinte motivo; ao manter os nomes gregos é possível também manter algumas das rimas e jogos de palavras, assim como os epítetos tradicionais, emulando desta forma a sonoridade e ritmo que o poema original possui, o que agrega maior valor literário a essa adaptação.

Outro artifício que será usado para remeter ao leitor a musicalidade da Odisséia é a história iniciando com um aedo (no caso o próprio Homero) cantando a Odisséia na ágora (praça pública) de uma cidade para o público grego do sec. IX, e depois desta cena, entrar na história da Odisséia propriamente dita. Essa cena inicial mostrando Homero recitando a Odisséia na sua forma original (ou seja, o texto estará em grego antigo mesmo) servirá como um requadro literário que fará o leitor adentrar no ambiente em que o poema épico era cantado na grécia antiga, fazendo-o sentir-se como se estive lá naquela época, junto dos outros na ágora ouvindo a bela canção do aedo entoando os versos da Odisséia. Este requadro é também uma forma de dar mais valor educacional a essa adaptação, pois mostrará para o leitor o contexto histórico no qual a Odisséia foi criada e desenvolvida.

Por fim, essa adaptação da Odisséia em quadrinhos não possui a pretensão de substituir a leitura do poema original (e se possível, na lingua original), mas tem como objetivo agradar tanto os leitores que nunca tiveram contato com a poesia homérica quanto os estudiosos e profundos conhecedores da literatura grega. Agora só resta saber se eu conseguirei cumprir esse objetivo. =)

Eros

Eros e Psiquê

Cada um dos quatro heróis havia sido amaldiçoado por um dos Primordiais. Teseu não podia sonhar, nem ao menos dormir, pois Hipnos lhe negara a entrada em seu reino. Aquiles não podia morrer, nunca sentiria a paz serena da lâmina de Tânatos e amargaria o sofrimento terreno por toda a eternidade. Hercules não era dono de seu próprio destino, nem uma das suas escolhas realmente importava, já estava tudo programado por Moros.
Mas a sua maldição, ponderou Perseu fitando a face andrógina de Eros, era certamente a pior de todas.
- Por que eu? - indagou Perseu. – Por que terei de viver toda uma vida sem nunca saber o que é o amor? Sem nunca saber o que é amar e ser amado?
- Desculpe – respondeu Eros. – Mas minha dádiva é para poucos.

Medusa Cyberpunk

Medusa

Acima vocês conferem uma ilustração feita por Denilson dos Santos. Inspirado no conceito de “mitologia grega cyberpunk” de Nova Hélade, ele resolveu criar a sua própria versão futurista da mitológica Medusa. Ficou muito foda o desenho do cara, não?

E se você também desenha e estiver a fim de fazer uma ilustração de algum personagem ou cenário de Nova Hélade, envie para mim no e-mail homemgrilo@gmail.com que terei o maior prazer de colocar seu desenho na nossa galeria de imagens. Ou então se quiser fazer como o Denilson e criar a sua própria versão de alguma figura mitológica em cima do conceito de Nova Hélade, fique a vontade.

A Máquina do Mundo

Máquina do Mundo

- Onde Estou?
- Seja bem vindo ao CPD do universo.
- CPD?
- Sim, o Centro de Processamento de Dados. Eu sou Moros, o…
- O Programador do Destino.
- Então você me conhece.
- Claro que conheço. Por toda a minha vida tentei me libertar do programa que você escreveu para mim. Mas foi em vão. Tudo que fiz para escapar, apenas me prendeu mais ainda a ele.
- Nem tudo foi em vão. Venha, quero lhe mostra algo.
- O que é isso?
- É a máquina do mundo. Vamos, olhe para dentro dela. O que vê?
- O código fonte do meu destino… está desaparecendo… Mas por quê?
- Você finalmente conseguiu o que queria. Enfim, se tornou senhor de si mesmo, dono de seu próprio destino.
- Livre… eu estou livre. LIVRE!
- Parabéns Hércules.
- Por favor, me chame de Alciedes. Hércules, agora, está morto.

Isócrates Contra os Sofistas

Vaso Grego

Através dos arcos de histórias de Nova Hélade, serão abordados nas tramas diversos conceitos e idéias de vários pensadores gregos da antiguidade. Pretendo então escrever uma série de textos abordando esses pensadores cujas as idéias inspiraram Nova Hélade. E para começar, vou falar sobre Isócrates, um pensador que foi de fundamental importância na construção da educação formal na grécia antiga.

Isócrates nasceu em 436 a.C, na cidade de Atenas. Ele foi discípulo de , Pródico e Górgias. Tinha como principal adversário político, , pois este combatia em seus discursos na assembléia Ateniense os avanços do império de Felipe da Macedônia, enquanto Isócrates via em Felipe um líder apto a executar uma união pan-helênica para combater os inimigos “bárbaros”, em especial, os Persas.

Isócrates foi contemporâneo de , e era de certa maneira tão moralista em seu discurso quanto ele. No entanto, no campo da política, Isócrates possuía uma acepção mais “realista” que Platão, pois via a política como um saber prático. Mas se havia algo em que ambos concordavam, era na crítica que eles faziam aos Sofistas.

E é justamente essa crítica que vemos Isócrates fazer em Contra os Sofistas, escrito em 390 a.C (acredita-se que esse esse texto deveria ser originalmente mais extenso, pois ele termina abruptamente). Não se sabe exatamente qual a finalidade dos textos de Isócrates, mas supõem-se que este texto específico seja um manifesto em forma de panfleto, escrito para divulgar a recém inaugurada escola de Isócrates e sua paidéia, seu método de educação. E como um bom retórico, Isócrates sabia que não havia melhor maneira de chamar atenção para seu discurso do que começar atacando.

Basicamente o entendimento que Isócrates tinha de filosofia, e dos filósofos, se dava em oposição a concepção dele dos sofistas. E a principal crítica que ele faz ao sofistas é o fato deles cobrarem para ensinar a temperança (sophrosyne) e a justiça (dikaiosyne). Para Isócrates, não havia nenhuma arte (técne) capaz de incutir estes valores naqueles que não fossem naturalmente inclinados para a virtude (areté). No entanto, o estudo e o exercício do discurso poderia engrandecer esses valores nos homens.

A organização do discurso de Isócrates em “Contra os Sofistas” se dá da seguinte maneira. Primeiro, ele começa criticando os erísticos, que podem ser entendidos como todos aqueles que se utilizam da técnica retórica para vencerem uma discussão e calarem os adversário, e que segundo Isócrates, fingem procurar a verdade mas em seus ensinamentos apenas proferem mentiras.

Em segundo, Isócrates censura os “mestres da retórica” que prometem ensinar os discursos políticos. Isócrates os critica por não se preocuparem realmente com a verdade, e vale ressaltar aqui que para ele, no campo da política só há opinião (doxa), sendo a verdade inacessível ao Homem. Ele os critica também por se comportarem de modo estúpido não servindo deste modo como exemplo para seus discípulos. A censura de Isócrates também aborda o fato destes “mestres” não se importarem com a experiência e a natureza de seus discípulos, acreditando eles que basta ensinar uma série de fórmulas prontas para transformarem seus discípulos em excelentes oradores. Isócrates ainda se ressente pelo fato de que as “bobagens” proferidas por estes “mestres” acabam difamando todos aqueles envolvidos com a ocupação da retórica, o que inclui ele mesmo.

Em seguida no seu discurso, Isócrates finalmente irá expor os princípios de seu pensamentos (apesar de já ter evidenciado alguns deles em suas críticas aos erísticos e aos “mestres”). Para Isócrates o poder do discurso surge nos homens de “ótima natureza” e “treinados na experiência”. Por sua vez, a educação teria a função unicamente de tornar estes homens mais hábeis tecnicamente e mais preparados para a investigação, pois assim tornam-se capazes de assimilar prontamente aquilo que encontrariam por acaso.

No que diz respeito a relação entre o discípulo e seu mestre, este deve ser capaz de explicar seus ensinamentos detalhadamente e também apresentar a si mesmo como um modelo a ser seguido, ao passo que aquele, além de ter o dom natural, deve imitar o seu mestre e exercitar o seu discurso através da prática. Isócrates ainda ressalta que o belo discurso é aquele que é oportuno, conveniente e novo.

Por fim, em seu discurso Isócrates ainda faz mais uma crítica, dessa vez voltado aos antigos autores de manuais de retórica, que teriam na figura de Córax de Siracusa o seu pioneiro. Esses autores prometiam ensinar através de seus manuais como discursar nos tribunais, através do uso, segundo Isócrates, de expressões deploráveis que deveriam ser ditas pelos “invejosos” e não pelos defensores dessa educação. Isócrates ainda os considera piores do que os erísticos, umas vez que estes ao menos prometiam a virtude e a temperança, enquanto aqueles ao incitarem as pessoas ao discurso político, negligenciavam de outros bens e se colocavam como professores de intriga e ganância.

Pois bem, o que podemos concluir a partir dos argumentos apresentados por Isócrates em “Contra os Sofistas” é que ele entendia a filosofia por um sentido mais genérico do “gosto pelo saber”. Para Isócrates, a filosofia ajudava as pessoas a entenderem os problemas éticos e políticos mais claramente, e aliada a retórica, permitia com que elas expressassem suas opiniões diante desses problemas com um zelo maior pelo discurso, que por sua vez, também as auxiliariam na prática. E no entanto, sempre frisando que a justiça não poderia ser ensinada a nenhum Homem por nenhuma arte, ao contrário do que prometia os sofistas.

Hércules por Laerte

Hercules por Laerte

Resgato aqui para vocês essa excelente tira do Laerte sobre Hércules. Aliás, bons tempos quando o Laerte ainda não tinha surtado e fazia tiras simples e ao mesmo tempo geniais como essa.

Odisséia

Odisséia 01 - Greg Tocchini

Odisséia 02 - Greg Tocchini

Odisséia 03 - Greg Tocchini

Odisséia 04 - Greg Tocchini

Simplesmente fantásticas essas ilustrações de Greg Tocchini baseadas na Odisséia. Não tenho certeza, mas acredito que essas devem ser as capas da adaptação para os quadrinhos dessa epopéia homérica que está sendo produzido pela Marvel Comics e que conta com a participação do Greg. De todo modo, fica aqui o registro desse belo trabalho dele.